08/10/2008
Carta aberta aos moços
Fui contactada ontem pela produção de um programa de TV, indicada por um amigo jornalista, solicitando o número do telefone dos meus pais. A idéia: entrevistá-los para uma matéria sobre casamento. A pauta: falar sobre os casamentos atuais que, ou duram muito pouco, ou simplesmente não acontecem. É aí que entra a história dos meus pais, a prova viva de que é possível viver juntos e felizes durante muitos anos (eles estão casados há 48). Confesso que desde então fiquei com essa história martelando meu juízo, lembrando de um telefonema que recebi na semana passada, não tão interessante quanto esse. Eis que um sujeito me liga para dizer que ficou noivo, que vai casar no final do ano, mas que adoraria namorar comigo também (como assim, "também"??). A resposta saiu curta e grossa: "não estou na prateleira", ou trocando em miúdos: não estou disponível para qualquer um. Não preciso e não quero esse tipo de relacionamento pra mim. Foi aí que resolvi escrever aos moços (não generalizando, que fique bem claro!), na tentativa de fazê-los entender que as coisas não funcionam dessa forma. Sei que há quem não ligue pra nada, mas essa moça aqui liga - e muito. Então não me venham com essa proposta infeliz porque eu acho (e mais um monte de moças por aí) que homem não é tábua de salvação. Prefiro que as coisas aconteçam comigo no tempo e do jeito certos, sem que eu precise me esconder ou somente brincar de ser feliz. Tenho um amigo que me define como na música Pagu: "nem freira nem puta". É que eu mereço mais respeito, sabe? Se a intenção é continuar namorando, namorem suas noivas ou então... não casem! Continuar solteiros nesse caso, é melhor pra todo mundo, principalmente pra vocês. Já fui casada e mesmo com todo o trauma que uma separação costuma causar, digo sinceramente aos que me pedem uma opinião sobre o assunto: casamento é muito bacana. Mas para ser realmente bom, é preciso que seja verdadeiro. O meu foi, enquanto durou. Meus pais formam um belo casal, não são perfeitos, mas são felizes. Tiveram quatro filhos, criaram mais duas meninas e têm ao todo nove netos e dois bisnetos. Temos uma linda família, da qual me orgulho muito. Se querem seguir o exemplo, vão em frente. Espero que no futuro, o assunto "casamento" sirva de tema para outras matérias, não como uma instituição falida, mas como algo que ainda vale muito a pena.
- Postado por: Rosa Magalhães às 15:03
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01/10/2008
"O coração do homem-bomba faz tum tum, até o dia em que ele fizer bum" (Zeca Baleiro)
E o coração da moça aqui só queria explodir junto, vê-lo de perto, aproveitar cada instante... Olha eu aí com Zeca Baleiro: feliz, feliz!

Skap Zeca Baleiro
quando você pinta tinta nessa tela cinza quando você passa doce dessa fruta passa quando você entra mãe-benta amor aos pedaços quando você chega nega fulô boneca de piche flor de azeviche
você me faz parecer menos só menos sozinho você me faz parecer menos pó menos pozinho
quando você fala bala no meu velho oeste quando você dança lança flecha estilingue quando você olha molha meu olho que não crê quando você pousa mariposa morna lisa o sangue encharca a camisa
quando você diz o que ninguém diz quando você quer o que ninguém quis quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis quando você faz a minha carne triste quase feliz
Foto: Tamyres Rebeca (valeu!)
- Postado por: Rosa Magalhães às 11:49
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