"No one ever said it would be this hard..."
Sabe quando você ouve algo que não esperava ouvir? aconteceu comigo hoje. E eu quis fazer de conta que não era verdade, mas nem "brincando de Poliana" (como de costume) consegui superar a tristeza que senti. Nem de longe pude imaginar que algo assim mexeria tanto comigo, que abalaria a pedra que tenho sido todo esse tempo. E por sempre afirmar que sou autêntica, não preciso esconder que hoje estou muito triste, sim, porque tive um flashback que me trouxe de volta lembranças de dias felizes, de coisas que eu sei que não são recuperáveis. E isso dói. Mas como diz a música do Coldplay: "nobody said it was easy..." E não é mesmo tão fácil como parece às vezes, mas eu supero mais essa.
- Postado por: Oda Mae às 14:40
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Seu Magalhães
Meu pai passou por uma cirurgia ontem mas está se recuperando bem, graças a Deus. Fui visitá-lo no hospital e ao vê-lo tão frágil, tão distante da figura dinâmica que costuma ser, senti apreensão por ele e (egoisticamente) por mim. Não imagino como seria minha vida sem ele, apesar das nossas idéias diferentes a respeito de quase tudo. Às vezes me irrito com tanta teimosia, com a insistência em fazer coisas que não deveria, mas compreendo que isso faz parte dele, que mesmo com todas as limitações, ele vai continuar com a mania de querer fazer tudo sozinho, reflexo de uma vida de muito trabalho. A perda dos pais ainda muito jovem o ensinou a ser independente, a se virar sozinho. Tentou ser padre, não deu certo (ainda bem, senão eu nem estaria aqui!), mas sempre gostou mesmo do campo, de colocar a mão na terra e pacientemente ver seu trabalho dando frutos. Hoje não pode mais fazer isso, mas se bobear, lá está ele plantando alguma coisa, pra não perder o costume... É um homem de hábitos simples, teimoso, às vezes zangado mesmo, mas dono de um coração molinho, molinho. Ah, e faz um café muito bom! Foi com ele que aprendi a gostar tanto de ler e escrever. Ainda hoje trocamos livros e palavras cruzadas, um hábito de muitos anos. Não moramos juntos, mas o vejo todos os dias e fico imensamente feliz quando estamos assistindo um telejornal e ele diz: "um dia você vai chegar lá, minha filha"... Aí eu peço licença pra ser egoísta e desejar que Deus conceda a ele muitos anos de vida ainda, para que ele veja isso acontecer, para que fique muito tempo ainda conosco e eu possa dizer muitas vezes ainda: te amo, pai.
- Postado por: Oda Mae às 07:56
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Nas minhas andanças pelos blogs alheios, achei esse poema lindo...e peguei emprestado pra dividir com você.
BULA
álcool e amor quando se misturam são letais. se ingerir álcool não ame. se amar, não beba. o ministério da razão adverte que amor e álcool provocam câncer na alma.
Suze Prado
(http://goback.blig.ig.com.br/)
- Postado por: Oda Mae às 16:31
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Já deu pra perceber que adoro Paulo Leminski, né? Resquícios da minha adolescência, essa fase que às vezes, penso não ter acabado...
Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. Ou em rima.
Paulo Leminski
- Postado por: Oda Mae às 09:52
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