Não sou conhecedora profunda de arte, passo longe disso (mas sei que um dia eu chego lá!). Não classifico um determinado estilo como preferido: vejo a obra, gosto e pronto. Costumo gostar dos estilos mais discrepantes. Amo Miró, por exemplo. Mas me delicio com Frida, Picasso, Van Gogh. Mais recentemente caí de quatro por Amedeo Modigliani, de quem já conhecia algumas obras, mas foi o filme sobre sua vida que me fez apaixonar de novo pelas figuras longilíneas retratadas por ele. Achei perturbadoras as pinturas retratando Jeanne Hebuterne, seu grande amor, com os olhos fechados e aparentemente tristonha. Me parece que ele gostava de pintar a tristeza, suas mulheres são estáticas, não têm o movimento gracioso das bailarinas de Degas, por exemplo. São figuras tristes mas sobretudo lindas. Mas há uma pintura onde os olhos de Jeanne estão abertos, misteriosos e inquisidores, e um esboço de sorriso na boca pequena e vermelha que lhe confere uma sensualidade sutil: "Portrait of Jeanne Hebuterne, 1919". Basta olhar para enxergar a doçura que Modigliani soube captar tão bem. E o mais importante: sem precisar de palavra alguma, usando apenas as ferramentas da alma.

(Uma dica: vejam o filme "Modigliani", estrelado brilhantemente por Andy Garcia)
- Postado por: Oda Mae às 16:43
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Tua mão no meu seio sim não não sim não é assim que se mede um coração.
(Alice Ruiz)
- Postado por: Oda Mae às 10:45
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