"Que importa o sentido se tudo vibra?" - Alice Ruiz

Ela me esperava em uma das saídas do Centro de Convenções, elegante, cigarreira na mão. Convidou-me a sentar lá fora, enquanto fumava. Tranqüila, sorridente, perguntou se ali estava bom, por causa da pouca luz. Disse que sim (qualquer lugar estaria ótimo, perto dela).
-Senta mais perto de mim - ela pediu, num sorriso.
E foi assim que entrevistei Alice Ruiz - a própria - no SALIPI (Salão do Livro do Piauí), ansiosa e feliz por conhecer a poeta, de quem sou fã há um tempão. Conheci seu trabalho quando ainda era adolescente e costumava recortar e colar na agenda seus haicais, juntamente com poemas de Paulo Leminski (seu falecido marido), além de Cacaso, Drummond, etc. Entre baforadas e pausas rápidas para pensar, sentada à mesa de plástico, Alice Ruiz falou dos poemas adolescentes jogados fora ("eram apenas exercícios"), das parcerias musicais, do livro infantil que escreveu para a filha caçula. E eu ali, lutando para separar meus dois lados: a fã e a futura jornalista, preparando material para o jornal da faculdade. Acho que deu certo. E sei, cada vez mais, que é isso mesmo que eu quero fazer na vida.
P.S.: Muito obrigada à jornalista Biá Boakari, por essa alegria...
- Postado por: Oda Mae às 16:39
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