06/11/2007
"Não existe atalho para a felicidade"

Domingo passado assisti a um filme (O Julgamento do Diabo) onde um escritor frustrado interpretado por Alec Baldwin, vende sua alma ao diabo em troca de uma carreira de sucesso. Dez anos depois, infeliz e prestes a ter que pagar a dívida, o escritor recorre a um advogado (Anthony Hopkins) para desfazer o acordo e levar o diabo a julgamento. Mas a melhor cena está no início do filme: Baldwin escreve em seu laptop o último capítulo do livro enquanto a cena se desenrola na tela. Um garoto acaba de ganhar uma bicicleta e a empresta para a melhor amiga, que leva um tombo e diz nunca mais querer vê-lo. Revoltado, o garoto prende muitos balões na bicicleta até que ela seja levada céu afora ("para aquele lugar que só os garotinhos conhecem"), porque ele acredita que só assim poderá recuperar a amiga, desfazendo-se do objeto que causou a separação. O pai vê a cena, toma-o nos braços e diz: "lembre-se de uma coisa, meu filho: não existe atalho para a felicidade". E é justamente essa frase que, no final do filme, faz toda a diferença. Comecei a semana com esse pensamento sobre não pegar atalhos, não queimar etapas, ter paciência e - sobretudo agora - silenciar. Porque o silêncio é sábio e a paciência é um dom que poucos conseguem usar. Calar e recuar não significa anular-se, mas deixar que as coisas simplesmente aconteçam na hora e no tempo certos.
- Postado por: Oda Mae às 11:44
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