17/11/2007
Doce Novembro
E daí se eu disser que novembro começou em outubro? E se disser que acabou antes do final? E que (como no filme) deixou o final assim... suspenso no ar? E daí se eu continuar a ouvir e cantar a mesma música mil vezes? Fiz meus todos eles, os dias de novembro; dias de (des) aquietar-se, de (re) descobrir até onde vai o alcance das mãos, o limite das coisas e do tempo. Arrisco dizer que apertei o “pause”, que coloquei o mês em stand by para aproveitar cada instante. Do meu jeito, da forma como se apresentou para mim: inusitado, surpreendente, com o frescor e a razão (sim!) que só o amadurecimento conhece. E se hoje ficou esse gosto de saudade na boca, é a prova de que foram dias felizes, dias de paz... então valeu a pena.
Não deixe que amanheça antes que eu adormeça Não deixe que eu me esqueça O Sol já vem Não brinque de ir embora antes que eu me aqueça Não deixe pra última hora antes que eu perceba
Que o Sol já vem Vem ver o Sol, vem
Não ligue pro tempo, nem finja que é segredo Só importa que eu mereça E o Sol já vem Eu já vi esse filme Nosso beijo acontece, não importa se é miragem ou real, ele aparece
O Sol já vem Vem ver o Sol, vem
Da varanda vi o Sol chegar, da janela vi você passar No silêncio escutei meu coração Pedi pra você voltar
O Sol já vem Vem ver o Sol, vem
(Vem ver o sol - Beto Guedes)
- Postado por: Oda Mae às 22:51
[
]
[ envie esta mensagem
]
___________________________________________________
13/11/2007
"Hey you, out there in the cold, getting lonely, getting old, can you feel me?" (Hey You - Pink Floyd)
Ela lembrava bem daquelas tardes, há longos 17 anos. Lembrava do encontro inusitado, de como haviam se conhecido por causa de uma furtiva espiada na correspondência alheia. Achava "o maior barato" o cabelo dele maior que o seu e divertia-se com o olhar curioso das pessoas. Outro dia mesmo achara uma foto antiga, em preto e branco, que guardava até hoje. Não entendia como alguém que tinha rock'n'roll nas veias pudesse ser tão doce... tímido até. Gostava de ouvi-lo contar piadas (mesmo as sem graça) e depois pedir sorrindo: "anda, ri!" - e ela ria um riso franco, de canto a canto da boca. Perdera as contas de quantas vezes ele contara do sorvete que comera e repetira a contragosto, das histórias de boteco, da paixão pela música. De quantas vezes perguntara a ele quando tocaria, no violão, aquela música do Pink Floyd que ela adorava e que ele prometera há anos. Tinha poucas mas boas lembranças. Talvez ele não lembrasse de muita coisa e provavelmente nunca tenha percebido a importância que tinha na vida dela, nem soubesse o quanto era especial. E ela nunca achou que devesse falar... a não ser agora.
Feliz aniversário, garotão.
- Postado por: Oda Mae às 09:41
[
]
[ envie esta mensagem
]
___________________________________________________
| |